O evento foi uma iniciativa do Instituto Cidade Solidária, patrocinado
pelo gabinete do senador da República Roberto Rocha, com apoio do
Ministério de Meio Ambiente (MMA) e do Movimento Ensinando e
Aprendendo (MEA), realizado na
última sexta, 24 de Março, no auditório Alberto Abdalla da
Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em São
Luís.
Teve as participações
técnicas da CODEVASF – Companhia de desenvolvimento dos vales dos
rios São Francisco, Parnaíba, Itapecuru e Mearim, da ANA –
Agência Nacional de Águas, e da UEMA – Universidade Estadual do
Maranhão.
Cabe ressaltar a
presença da Prefeita Didma Coelho, acompanhada de Dr. Almir Coelho,
Dr. Sampaio, João Batista Rodrigues e do chefe de gabinete José Maria Rodrigues
Junior.
A minha impressão
desse evento foi bastante positiva, pois tornou pública uma
realidade duríssima, que é a degradação inexorável das
principais bacias hídricas genuinamente maranhenses: Itapecuru,
Mearim e Pindaré.
Ver o trato político
correto dos problemas do nosso estado, como foi o caso, é animador e
consolida nossa convicção que a política, sem politicagem, é o
caminho para a solução de grandes problemas.
Para nós, vitorienses,
cabe agora entendermos que os principais agentes políticos e
técnicos, do país e do estado do Maranhão, estão empenhados e
tornam públicas suas intenções e ações, que no médio e longo
prazo vão evitar o colapso das nossas principais fontes de vida: a
água dos rios maranhenses.
A parte da manhã foi
dedicada às ações de ordem política e às assinaturas de
convênios, e na parte da tarde ocorreram as apresentações
técnicas, com demonstrações de casos de revitalizações que
acontecem no Piaui e no São Francisco, além da apresentação do
projeto Meandros, que está em andamento no baixo Mearim, a
partir de Arari até o golfão, coordenado pelo
Dr.
Fabrício Brito Silva/UNICEUMA.
A
CODEVASF e a UEMA firmaram parceria para gestão sustentável da
Bacia do Itapecuru:
Os
planos de trabalho de dois convênios com a Universidade Estadual do
Maranhão (UEMA), que totalizam um investimento de R$ 5 milhões em
benefício da bacia do Rio Itapecuru, foram assinados pela presidente
da Codevasf, Kênia Marcelino, e pelo reitor da UEMA, Gustavo Costa,
na presença do Senador Roberto Rocha e do Ministro do Meio Ambiente
Sarney Filho.
O
Senador Roberto Rocha também apresentou parte dos equipamentos de
movimentação de terra (retro-escavadeiras, tratores e outros)
disponibilizados para a CODEVASF, que estavam em exposição no pátio
da FIEMA, e que serão utilizados pelo consórcio municipal do
Itapecuru nos trabalhos de limpeza e desobstrução de rios e
igarapés.
Neste
primeiro momento teremos duas frentes de trabalho no Rio Itapecuru, e
quando se vê que as coisas estão começando pelo rio vizinho, e não
pelo nosso Mearim, cabe aqui explicar as razões dessa prioridade, do
Itapecuru.
Se considerarmos todo o
conjunto de cidades e vilas no médio e alto Itapecuru, o número de
pessoas é muito maior do que as mesmas posições do Mearim, e se
focarmos somente no baixo Itapecuru e no baixo Mearim, aí então o
Itapecuru torna-se mais prioritário por dois aspectos:
- População dependente da água:
- No Mearim: Vitória do Mearim e Arari.
- No Itapecuru: Rosário e a captação do sistema ITALUIS, que abastece 45 % da população da Capital.
- Manutenção de um nível mínimo de água no final da estiagem(outubro e novembro):
- O baixo Itapecuru tem a desvantagem de não contar com a retenção das águas que descem de montante (das nascentes), pois lá não tem o fenômeno das marés. O leito do rio é mais alto do que o nível do mar, até na cachoeira de Vera Cruz, abaixo de Rosário, por isso as águas escoam perenemente, sem qualquer retardo, e a tendência de abaixar o nível é muito maior do que no baixo Mearim, que fica no mesmo nível do mar.
Por conceito o rio
Mearim é um rio maranhense (não é compartilhado com outro
estado), portanto é um rio de domínio administrativo do governo
estadual, o que não o exclui de programas federais, como o que foi
anunciado pelo Ministro Sarney Filho, que será implantado pelo
governo federal, focado na recuperação de todos os rios
brasileiros, e que começará pelo Maranhão, conforme afirmou nesse
seminário.
O momento para que o
rio Mearim também seja incluído nessa agenda é agora, quando os
sinais de poluição estão evidentes, principalmente nos meses de
estiagem, na nossa região, do baixo mearim, quando ocorre um intenso
processo de eutrofização (ver post neste blog).
Agora também o momento
político é altamente favorável, pois a Prefeita Didma tem a lhe
apoiar, o Senador da República Roberto Rocha, filho de uma ilustre
Vitoriense, e que está altamente comprometido com esse programa.
O processo de
revitalização de um rio é um processo abrangente, com múltiplas
vertentes, envolvendo os seguintes aspectos:
- Financeiro: depende de um aporte significativo de verbas.
Político: sempre deverá ser feito através de consórcios intermunicipais. - Social: envolve o comportamento das populações de cidades e vilas.
- Direito de propriedade: as nascentes estão confinadas em propriedades privadas.
- Soluções técnicas inusitadas e até experimentais.
- Necessidade de suporte tecnológico, de pessoal e equipamentos.
- E necessita, principalmente, de uma grande fonte de energia para ser implementado: vontade política!
Outro aspecto a
considerar, é que os resultados só serão perceptíveis a médio e
longo prazo, isso se houver um ritmo constante, e eficácia das
ações tomadas.
A NOSSA CIDADE SÓ EXISTE POR CAUSA DO RIO MEARIM.
A NOSSA CIDADE SÓ EXISTE POR CAUSA DO RIO MEARIM.





