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A todos que de alguma forma colaboraram com esse empreendimento, minha sincera gratidão.
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Aos meus colegas de turma e aos professores e professoras, minha sincera homenagem, carinho e consideração.
domingo, 17 de dezembro de 2017
CINQUENTENÁRIO DA PRIMEIRA TURMA DE GINASIANOS
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
DISCUTA E ENTENDA POLÍTICA
Todos sabem que a única maneira de aprender qualquer coisa é “prestar atenção” nessa coisa, ver, ouvir, estudar, medir, discutir, perguntar a quem já conhece, e nunca fugir do tema.
Os “sábios” e “magos” antigos, para preservar somente com eles o poder do conhecimento, propagavam e faziam crer que os assuntos que eles dominavam não deveriam ser “discutidos”: bastava acreditar e seguir suas orientações. A essa prática chamamos de obscurantismo, que é privar as pessoas de determinados conhecimentos para que elas sigam cegamente aos comandos de quem conhece.
Por isso, até hoje se ouve o dito popular: “política e religião, não se discute”.
O conhecimento de um assunto traz clareza e fácil entendimento, o que permite que você tenha capacidade de escolha. E isso incomoda quem se acostumou a mandar e desmandar graças à boa fé e a desinformação das pessoas. Esse desconhecimento e preconceito com a política partidária é que permite que os péssimos políticos continuem a chegar na frente do povo (que não discute política) e mentir deslavadamente para renovar seus mandatos.
Sabem que sem informação é fácil comprar o enorme poder que eles têm. Sabem que sem informação podem usar o dinheiro público para tornarem-se ricos, e assim ganharem o “respeito” dos humildes, em vez de serem escorraçados, quando nas campanhas eleitorais vêm bater de porta em porta pedindo para continuarem no bem bom. Sabem que os inocentes que lhes elegem, esses nunca terão o que realmente o país poderia e deveria lhes propiciar.
A palavra “política” tem um significado abrangente:
inicia com o prefixo grego “poli”, que significa muitos, todos, diversos etc…
termina com o sufixo “ica”, que aparece no final dos nomes das ciências e das artes.
Com isso podemos dizer que significa a arte e a ciência que determinam a forma de convivência entre as pessoas. Existe na menor célula social, que é o casal, e sua prática vai se expandindo para a família, escolas, clubes desportivos, empresas, associações de moradores, municípios, partidos, governos locais, poderes constituídos e países.
Cada tipo de política tem suas características próprias, e pela sua utilização universal, percebe-se que não é um problema, ou causador de problema, pelo contrário, é uma garantia da convivência harmônica entre as pessoas.
A política doméstica é colocada em prática quando você junta a família para “combinar” várias normas que deverão ser cumpridas por quem de direito. Quando há uma quebra das normas, a política volta a ser praticada para negociar, punir, perdoar, enfim, manter as coisas funcionando de forma harmoniosa.
A política partidária, no mundo todo, sempre foi muito carregada de distorções por causa das características de cada cidadão que dela participa. Isso é decorrente do próprio indivíduo, e não da política como forma de representação e interação de várias pessoas. Para ser objetivo: existe político correto e político não correto e isso pode ser corrigido pelas escolhas, com conhecimento.
O cidadão pratica mal feitos por si mesmo, não porque pertença a uma determinada empresa, um determinado time , um determinado partido, uma determinada congregação religiosa. Portanto, as instituições, não são a causa dos malfeitos de seus membros.
A política partidária é a alma da democracia popular, pois permite que haja uma equalização da representatividade do cidadão na sociedade, e o voto popular é o mais poderoso instrumento desse tipo de representatividade. O voto, portanto, é o maior direito que o cidadão ainda dispõe para se manifestar democraticamente.
As pessoas quando divulgam que o voto (dos outros) é obrigação, portanto deveria ser facultativo ou anulado, querem tirar esse direito das pessoas mais simples e mais acomodadas, com o intuito de levar vantagem e permitir que os seus candidatos (ruins, via de regra) se elejam com pequeno número de votos.
Eles sempre comparecem para votar nos candidatos que os represente, mas não gostam que as outras pessoas, mais simples, votem nos candidatos que pensem diferente e que podem ser melhores para o país.
As pessoas que divulgam a tese de que a política deve ser desprezada, também estão agindo de má fé, contra a democracia. Geralmente têm vontade de ver Ditadores no poder, mesmo que depois eles mesmos sofram as consequências dessa escolha.
A grande mídia e a casta (ricos e poderosos = mercado) se especializaram em demonizar o voto e a política, tudo para excluir a maioria das pessoas de boa fé do processo de representação democrática, pessoas corretas, mas que não têm percepção dessa jogada.
Hoje, qualquer pesquisa eleitoral sempre vai apontar um número absurdo de abstenção e voto nulo, sinalizando que a estratégia da grande mídia e dos poderosos está dando certo: o incômodo voto do povão (que sempre vota melhor) está sumindo!
As pessoas que acreditam nessa jogada, achando que abstenção e voto nulo vai evitar que os políticos ruins se elejam, estão completamente enganadas: quando se deixa de votar no menos ruim, quem se elege é o pior!
A democracia popular é o melhor sistema de representatividade, mas carrega consigo um terrível paradoxo: o uso indevido ou distorcido da liberdade de ação e de expressão pode ser o veneno para seu enfraquecimento e até sua extinção, dando lugar a um sistema ditatorial.
Portanto, preservar a democracia é se manter atento às investidas contra a política e contra o direito do voto popular, procurar sempre conhecer tudo sobre política, sem confrontos inúteis, mas com bom senso, e sabendo do valor que esse conhecimento representa na sua vida.
TUDO NA NOSSA VIDA DEPENDE DE POLÍTICA.
domingo, 23 de abril de 2017
DISCURSO DE POSSE NA AVL
- Tínhamos a praça Rio Branco, que era um bonito campo, e que aos poucos foi ganhando calçamento, mas que sempre foi o nosso campo de futebol, nosso local de empinar papagaios (sem rabiola), o local de encontro das escolas de samba, no carnaval, e também o local onde eram montadas as barracas de palha, no festejo de Setembro.
- Tínhamos o rio Mearim como o elemento central do dia-a-dia da cidade (com certeza, já poluído por ter muitas cidades ribeirinhas):
- onde lanchas, batelões e barcos a vela sempre atracavam nas rampas, com desembarque ou embarque de cargas e passageiros. Quando se ouvia a zoada dos motores, ao longe, e depois o apito, anunciado que estavam no estirão de chegada, todos corriam e se aglomeravam na rampa da Praça, para comemorar a chegada das lanchas com passageiros, que vinham da Capital;
- onde as mulheres lavavam roupas enquanto conversavam sobre suas vidas e a vida da cidade, mas sempre atentas à chegada da maré;
- onde os homens, mulheres e crianças enchiam água para suas casas;
- onde passeávamos de canoa;
- onde pescávamos;
- onde nadávamos;
- onde Pelé de Faray, atualmente Pelé da rapadura (Sr. José Martins Gomes) demostrava sua habilidade de melhor remador da baixada maranhense;
- e onde os banhos eram momentos de diversão, com os mais afoitos saltando dos toldos das lanchas maiores, ou saltando dos galhos das árvores, na preamar;
- Tínhamos pescadores fazendo suas tarrafas e redes de pesca.
- Tínhamos tecelões que faziam redes de dormir.
- Tínhamos alfaiates e costureiras.
- Tínhamos sapateiros, ferreiros e armeiros;
- Tínhamos artesãos que faziam meiasaba, abano, cofo e balaio.
- Tínhamos quebradeiras de coco babaçu.
- Tínhamos carro de boi.
- Tínhamos as brincadeiras infantis de andar nas latas ou de pernas-de-pau, jogar chucho, jogar bolinhas ou petecas, jogar sopapo, empurrar uma roda com uma tabica ou em gancho, puchar o colega na caçamba, que caia das palmeirinhas, e nas noites de luar, os meninos ficavam nas brincadeiras de correr, enquanto as meninas entoavam lindas cantigas de roda;
- Já adolescentes, tínhamos os bailinhos no coreto, ao som da radiola portátil de João Teles, a pilha, e às vezes os bailinhos comemorativos de aniversário, nas casas dos colegas. E foi justamente num desses bailinhos, em 1970, provavelmente em Julho, na casa de D. Iolanda, comemorando o aniversário da Confreira Amparo, que comecei a namorar Dagmar.
- E tínhamos também as serestas com Rui Viana, ou com o confrade Antonio Moyses Neto (*) e Zé Vieira;
- Luz elétrica, pública e domiciliar na sede, em 1952.
- O primeiro caminhão do município.
- Instrumentos musicais para a banda municipal.
- Finanças do município com contabilidade precisa e publicada, apenas pelo sentimento de respeito à coisa pública, haja vista que à época, não era essa a prática, pois não havia o rigor contábil e fiscalizatório, adotado atualmente.
Link para a canção "Senhora de Nazaré":
https://soundcloud.com/pedro-barros-neto-880577778/senhora-de-nazare
Link para o dobrado "19 de Abril":
https://soundcloud.com/pedro-barros-neto-880577778/dobrado-19-de-abril
segunda-feira, 10 de abril de 2017
ABASTECIMENTO DE ÁGUA DE VITÓRIA DO MEARIM
- a construção do primeiro reservatório (caixa de água) era feita em ritmo lento e improvisado, e demorou anos para ser concluído (uma obra que fazíamos em 60 dias na CAEMA), e durante sua construção houve um acidente com vítima fatal, na pessoa do Engenheiro responsável, quando o elevador despencou de uma altura de 15 metros, com pessoas e materiais.
- a sondagem de água subterrânea também era decepcionante(**). A equipe só tinha de aproveitável o excelente futebol jogado pelo encarregado, Sr. Álvaro, mas que lá na sondagem, que determinaria a perfuração de um poço artesiano, ia de mal a pior, até que meses depois veio o diagnóstico menos esperado: a água subterrânea era salobra, portanto essa fonte de abastecimento de água estava descartada, e só restava o rio Mearim.
domingo, 26 de março de 2017
SEMINÁRIO REVITALIZAÇÃO DOS RIOS MARANHENSES E SUAS NASCENTES
- População dependente da água:
- No Mearim: Vitória do Mearim e Arari.
- No Itapecuru: Rosário e a captação do sistema ITALUIS, que abastece 45 % da população da Capital.
- Manutenção de um nível mínimo de água no final da estiagem(outubro e novembro):
- O baixo Itapecuru tem a desvantagem de não contar com a retenção das águas que descem de montante (das nascentes), pois lá não tem o fenômeno das marés. O leito do rio é mais alto do que o nível do mar, até na cachoeira de Vera Cruz, abaixo de Rosário, por isso as águas escoam perenemente, sem qualquer retardo, e a tendência de abaixar o nível é muito maior do que no baixo Mearim, que fica no mesmo nível do mar.
- Financeiro: depende de um aporte significativo de verbas.
Político: sempre deverá ser feito através de consórcios intermunicipais. - Social: envolve o comportamento das populações de cidades e vilas.
- Direito de propriedade: as nascentes estão confinadas em propriedades privadas.
- Soluções técnicas inusitadas e até experimentais.
- Necessidade de suporte tecnológico, de pessoal e equipamentos.
- E necessita, principalmente, de uma grande fonte de energia para ser implementado: vontade política!
A NOSSA CIDADE SÓ EXISTE POR CAUSA DO RIO MEARIM.
segunda-feira, 13 de março de 2017
O DESCASO DA CAEMA EM VITÓRIA DO MEARIM - Parte 1
- O Ministério público fez seu papel constitucional, e ações deste tipo devem ser tomadas sempre que necessário, mas sabe-se que o resultado não depende de uma simples ação unilateral, no caso, do Ministério público.
- Os funcionários da CAEMA local não têm culpa da ineficiência operacional da empresa, pelo contrário, são as primeiras vítimas por estarem na linha de frente, em contato direto com os consumidores.
- É claramente o reconhecimento de uma grande falha no dimensionamento do seu sistema.
- A captação nos meses de estiagem é comprometida pela péssima qualidade da água do Rio Mearim, fenômeno cíclico que deveria ser levado em conta pela CAEMA, no conceito da captação de água bruta. Soluções técnicas, existem.
- da água bruta;
- da água tratada;
- que o sistema é deficitário desde o projeto;
- que somente naquele momento de aperto haveria um equipamento sobressalente (geralmente usado e prestes a quebrar), característica de falha gerencial gravíssima;














