HOMENAGEM À NOSSA
BANDINHA
Durante a minha
infância e adolescência, sempre gostei de ouvir a nossa Banda
Musical Vitoriense, onde quer que se apresentasse: em arraial,
procissão ou bailes.
Na semana de festas, em
setembro, a Banda se apresentava à noite, antes e depois da novena,
no dia 8 também se apresentava pela manhã, antes e depois da missa,
e às cinco horas da manhã, diariamente, tocava as alvoradas, e por
sorte, os três coretos que antes existiram na Praça da matriz, eram
em frente à minha casa. No dia 7, no encerramento do desfile
estudantil, tocava os hinos e dobrados.
Quando a banda se
apresentava no coreto, eu ficava ao redor, apreciando a música, e
prestando atenção em cada músico.
Sempre gostei de ouvir
dobrados, e além da nossa bandinha, também ouvia através do rádio:
às vezes, de madrugada, eu sintonizava a rádio Aparecida de S.
Paulo (AM) para ouvir a "alvorada musical", com o aparelho
debaixo da minha rede, o volume bem baixo para não perturbar as
outras pessoas.
Um episódio que me
marcou muito, aconteceu em um baile realizado no prédio onde
funcionava a Prefeitura Municipal, animado pela nossa bandinha. Eu
devia ter oito anos de idade, e estava lá, acompanhado dos meus
pais, perto da banda. Em determinado momento o baterista,
provavelmente seu José Franco, me colocou de pé, ao lado da caixa
(tarol), me entregou as baquetas para tocar uma marchinha. Aquilo
para mim foi a realização de um sonho. Me lembro que ao terminar a
música, os músicos me elogiaram, completando a minha felicidade.
Naquele tempo, quando a
banda de Mestre Arico se apresentava em bailes, as músicas da moda
eram cantadas no “gogó”, pois não tinha sistema de som. A voz
feminina era de Maria do Carmo, filha de Antonio Braga, e a voz
masculina era do pistonista Valmir Rodrigues.
Em 2016 surgiu a ideia
desta homenagem, quando a minha cunhada Antonia Maria me sugeriu o
tema para uma marcha, a ser tocada pelo bloco Filhos
da Terra, no carnaval de 2017.
Compus a marcha, cuja
letra está abaixo, e a ela estou juntando estes relatos, o link onde
a música está disponível na internet, a letra da música e a lista
com os nomes dos músicos vitorienses que fizeram parte desta
história.
É importante ressaltar que os músicos que iremos mencionar adiante, eram pessoas que tinham a música como opção de lazer, e desse grupo, poucos sobreviviam apenas da música. Tínhamos então: alfaiate, sapateiro, ferreiro, pedreiro, lavrador, "enfermeiro prático", ourives, estivador e comerciante.
Aos que estão
presentes e aos familiares dos que nos deixaram, a nossa sincera
gratidão por terem construido e mantido este legado cultural da
nossa terra.
Nossa gratidão e
reconhecimento também, aos novos músicos vitorienses, que ao longo do tempo
estão assumindo a missão de manter viva a nossa bandinha.
Para ouvir a marcha, na
sua versão original, acessar o link:
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Música: Nossa
Bandinha
Autor de letra e
música: Pedro Barros Neto
Arranjo, execução
instrumental e mixagem: Pedro Barros Neto.
Voz: Dagmar
Pereira Barros
Vem de longe o legado
Que mestre Arico deixou
Um feito de muito
valor,
Que merece a nossa
homenagem.
Ensinou a arte musical
A tantos músicos
Vitorienses.
Tocando e ensinando
E assim formou,
A nossa “Bandinha”.
Tocando e ensinando
E assim formou,
A nossa “Bandinha”.
O Mestre Vicentre Braga
E o Mestre João
Cantanhede
Tocando e ensinando
Os novos músicos
Da nossa “Bandinha”.
Tocando e ensinando
Os novos músicos
Da nossa “Bandinha”.
Quem vai tocar no
carnaval?
É a nossa “Bandinha”.
Quem vai tocar no
arraial?
É a nossa “Bandinha”.
(Repete o refrão)
solo instrumental
Vem de longe o legado
Que mestre Arico deixou
Um feito de muito
valor,
Que merece a nossa
homenagem.
Ensinou a arte musical
A tantos músicos
Vitorienses.
Tocando e ensinando
E assim formou,
A nossa “Bandinha”.
Tocando e ensinando
E assim formou,
A nossa “Bandinha”.
Da velha guarda também
Tem Mestre Oscar e seu
piston
Tocando com os jovens
talentos
Mantendo viva,
A nossa “Bandinha”.
Tocando com os jovens
talentos
Mantendo viva,
A nossa “Bandinha”.
Quem vai tocar no
carnaval?
É a nossa “Bandinha”.
Quem vai tocar no
arraial?
É a nossa “Bandinha”.
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MÚSICOS VITORIENSES DA VELHA GUARDA, QUE ATUARAM
DESDE OS ANOS 50.
A MAIORIA PARTICIPOU DA BANDA MUSICAL VITORIENSE,
DIRIGIDA PELO MESTRE ARICO FRANCO.
HOJE A BANDA VITORIENSE ESTÁ RENOVADA E É
MANTIDA PELA PARÓQUIA DE N.S. DE NAZARÉ.
TUBA
Juarez de Jesus
Prazeres
Antônio Izaías
Gonçalves, “Antonio Braga”
Doquinha Franco
Manoel Oliveira
Os três últimos foram
discípulos de
Temístocles Lima, que
foi também o mestre de Arico Franco)
TROMBONE
Lourival José Coelho
(Louro)
Itacy de Mattos
Figueiredo
Antônio Duarte
Cantanhede
Vicente Antônio
Gonçalves, “Vicente Braga”
(com a participação,
inicial e episódica, de
Marcelino Duarte
Cantanhede e
Saul Rodrigues –
também discípulos de Temístocles Lima)
BOMBARDINO
Antônio Duarte Cantanhede
TROMPA
Francisco Marinho (“Chico de Hermógenes”)
Milton Soares (“Milton de João do Casino”)
PISTON / TROMPETE
Augusto Sarmento
Valmir Rodrigues
Ary Cardoso Franco (iniciou adolescente. Filho de
José Franco)
Oscar
Rocha Pinto ( há muitos anos veio
de S. Lourenço para Vitória, onde atuou junto com Vicente Braga e
João Cantanhede, e continua na ativa).
CLARINETE
Áureo
Bartolomeu Franco (Mestre Arico)
João Cantanhede
Antônio Cardozo
Sebastião Jardim
SAX ALTO
Rubem Bezerra Franco
Áureo
Bartolomeu Franco (Mestre Arico)
SAX TENOR
Benedito Figueiredo (“Seu Bina”, discípulo de
José Martins, de Arari)
BATERIA
José Franco
José Macário
Arão Rodrigues Figueiredo Filho
PRATOS
Manequinho Melo
MARACÁ
José Cordeiro
Domingos Marinho Neto (participação episódica)
PANDEIRO
Graci Garros (irmão de Deoclides Batista)
Dário Soares (“Dário de João do Casino”)
BANJO
Deoclides Garros Batista
Quinzinho Cardozo
Quinzinho Cardozo
Vicente Braga
VOCALISTAS
Maria do Carmo Gonçalves Sampaio (Socorro Braga)
Valmir Rodrigues
Músicos de São Lourenço (originários de Cajari, segundo Vicente Braga)
BANJO
Raimundo Aragão
CLARINETE
Raimundo Maciel
SAX ALTO:
José Serejo
Deodato Santos
PISTON
Osmarino (filho de Deodato Santos)
Outros músicos vitorienses dos anos 60 e 70:
Beline Vieira (Manisoba) – tocava Sax Tenor na
banda da Polícia Militar do Maranhão.
José Carlos Garros – sax alto.
Dulcinea Barros Muniz - organista da igreja de N.S. de Nazaré
Antonio Pereira do Nascimento (Tonico de Biné) – Baterista
Antonio Pereira do Nascimento (Tonico de Biné) – Baterista
Antonio Eliziário de Souza (Sinhô Lima) - Banjo, cavaquinho e baixo.
Frank Dutra - Banjo
Bimbão - Pandeiro (filho de Antonio Braga)
Rui Viana - Violão
Pedrinho Moisés (Pedrinho Italiano) - Violão
Frank Dutra - Banjo
Bimbão - Pandeiro (filho de Antonio Braga)
Rui Viana - Violão
Pedrinho Moisés (Pedrinho Italiano) - Violão
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